Cidade chinesa de Shenzhen investe 21 mil milhões de euros em tecnologia em 2024

Pequim, 26 fev 2025 (Lusa) — Shenzhen, cidade do sudeste da China que concentra várias gigantes tecnológicas do país asiático, anunciou hoje que vai investir 160 mil milhões de yuan (21 mil milhões de euros) em tecnologia, ao longo de 2024.O montante será gasto em “infraestruturas de novo tipo”, para permitir à cidade “competir plenamente” em […]

Cidade chinesa de Shenzhen investe 21 mil milhões de euros em tecnologia em 2024

Pequim, 26 fev 2025 (Lusa) — Shenzhen, cidade do sudeste da China que concentra várias gigantes tecnológicas do país asiático, anunciou hoje que vai investir 160 mil milhões de yuan (21 mil milhões de euros) em tecnologia, ao longo de 2024.

O montante será gasto em “infraestruturas de novo tipo”, para permitir à cidade “competir plenamente” em setores emergentes, como a inteligência artificial (IA), disse o presidente da Câmara de Shenzhen, Qin Weizhong, na cimeira anual do governo local, que começou na terça-feira.

O relatório apresentado pelo autarca coloca a meta de crescimento económico para este ano em 5,5%, junto com outros objetivos, como a criação de 200 mil novos postos de trabalho.

Shenzhen faz parte do projeto da Área da Grande Baía – uma metrópole mundial, construída a partir de Hong Kong e Macau, e nove cidades da província de Guangdong, através da criação de um mercado único e da crescente conectividade entre as vias rodoviárias, ferroviárias e marítimas.

Guangdong estipulou como meta crescer 5% este ano, apesar de nos últimos três anos não ter atingido os seus objetivos, no contexto de um abrandamento da economia chinesa, e apesar de ser a província chinesa que mais exporta.

A cidade de Shenzhen enfrenta crescente competição de outros grandes centros tecnológicos chineses, incluindo Hangzhou (leste), que é sede de empresas emergentes como a plataforma de IA DeepSeek e a empresa de robótica Unitree.

Outrora uma aldeia piscatória situada na fronteira com Hong Kong, Shenzhen tornou-se uma base global para o fabrico de eletrónicos e sede das principais firmas tecnológicas do país, como o grupo de telecomunicações Huawei, a fabricante de automóveis elétricos BYD ou o gigante da Internet Tencent, após a China se abrir à economia de mercado, nos anos 1980.

 

JPI // VQ

By Impala News / Lusa

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