Zelensky apela a “relações sólidas” entre Kiev e Washington
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje para que sejam estabelecidas “relações sólidas” entre Kiev e Washington, na sequência das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que descreveu o líder ucraniano como um “ditador sem eleições”.
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“As relações sólidas entre a Ucrânia e os Estados Unidos beneficiam o mundo inteiro”, afirmou Zelensky após uma reunião com o enviado especial dos Estados Unidos (EUA), Keith Kellogg, em Kiev.
“O encontro com Keith Kellogg foi muito produtivo, com uma boa discussão”, sublinhou Zelensky, adiantando que durante o encontro foram discutidas “a situação no campo de batalha, a forma de repatriar os prisioneiros de guerra ucranianos e as garantias de segurança efetivas”.
No entanto, após a reunião, os EUA anunciaram que a conferência de imprensa que estava prevista realizar-se a seguir ao encontro entre Zelensky e Kellogg havia sido cancelada.
A viagem de Kellogg a Kiev coincidiu com a recente aproximação de Donald Trump ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e à disputa entre Trump e Zelensky – depois de o líder norte-americano ter chamado “ditador” ao Presidente ucraniano -, o que criou tensão entre os dois líderes e lançou ainda mais dúvidas sobre o futuro do apoio dos EUA ao esforço de guerra da Ucrânia.
O porta-voz da presidência ucraniana, Serhiy Nikiforov, não deu qualquer outra razão para o cancelamento da conferência de imprensa para além de que ocorreu a pedido dos EUA.
A delegação dos EUA não fez ainda qualquer comentário sobre o assunto.
Entretanto, o Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que conversará com o seu homólogo ucraniano hoje às 20:00 locais (19:00 de Lisboa).
“Estou a dar o alarme esta noite porque estou convencido de que estamos a entrar numa nova era. Isso vai obrigar-nos a fazer escolhas. Vamos também ter de rever as nossas escolhas, as nossas escolhas orçamentais e as nossas prioridades nacionais neste novo mundo”, afirmou o Presidente francês nas redes sociais.
“Nós, europeus, temos de aumentar o nosso esforço de guerra”, sublinhou Macron.
JYFR (RJP) // JMR
By Impala News / Lusa
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